GUARDO-TE
Guardo-te
amado no silêncio dos tempos mortos...
Guardo-te
no canto do bem-te-vi
No
voo gracioso do colibri
Guardo-te
no monjolo
Nos
campos de trigo
Tu
foste em outros tempos meu abrigo
O
laço apertado
Hoje
desatado
Morremos
no ontem
Morremos?
Morreste?
Morri?
Então
por que a falar do passado estou aqui?
Porque
às dores sobrevivi
E
posso contar
Posso
falar do que se passou...
sonia delsin

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